Exame de fezes em mamíferos silvestres para verificação de parasitismo por Cryptosporidium SP


Os Zoológicos são locais onde ocorre uma aglomeração de animais em um local relativamente pequeno. Somando a isso o contato dos animais com o homem, torna-se um local de disseminação de zoonoses.

A criptosporidiose, uma enteropatia auto-limitante e sem graves consequências para indivíduos sadios, torna-se perigosa quando afeta crianças e indivíduos imunodeficientes.

Com um ciclo de vida simples e rápido, o coccídeo tem um forte poder de infecção. O oocisto do, penetra no organismo por via oral ou nasal, liberando seus esporozoítos no tubo digestivo, que então se fixará no citoplasma dos enterócitos,principalmente nas microvilosidades.Então ocorre uma multiplicação dentro do intestino e os oocistos formados são eliminados nas fezes, começando assim um novo ciclo.

Outra característica importante do é que ele possui baixa especificidade por hospedeiro, afetando assim as mais variadas espécies.

Esse coccídeo causa hiperplasia das criptas intestinais, diminuição das vilosidades, aumento da produção de muco e destruição dos enterócitos Com isso diminui o ganho de peso, afetando tanto animais de produção quanto selvagens.

Em mamíferos, foi detectado 8,8% de positividade desse coccídeo em Odocoileus virginianus com mais de 6 meses de idade e 5,0% em animais da mesma espécie até 6 meses de idade. Ale´m disso, os animais silvestres servem como focos de contaminação para criptosporidiose. Considerando a falta de informações sobre essa enfermidade, foi realizado um trabalho em mamíferos silvestres mantidos em cativeiro no Parque do Sabiá, em Uberlândia, Minas Gerais.

Referência:
http://www.seer.ufu.br/index.php/biosciencejournal/article/viewFile/6392/4129

Vírus da Imunodeficiência Felina


O vírus da imunodeficiência felina, FIV, causa uma doença crônica semelhante ao vírus da AIDS nos humanos, pois estes vírus provem da mesma familia. Este vírus afeta tanto os felinos selvagens quanto aos domesticos, o primeiro relato deste vírus em felinos selvagens foi em 1989. As alterações de imunodeficiência dos felinos foram observadas pela infecção de vírus T – linfotrópico (FTLP). Esta nomeclatura foi utilisada pelo fato de que esses vírus foram encontrados em células linfocíticas do sangue periférico em felinos e pelo seu aparente tropismo por células T in vitro.

O vírus pode ser encontrado na saliva, sangue, soro, plasma e liquido cérebro-espinhal de felinos infectados. A sua transmissão é feita principalmente pela saliva atraves de mordidas, por esse motivo os machos sao mais afetados pois são mais agressivos que as fêmeas. Alem da mordida também pode ser transmitido pela cópula.
Apos a inoculação o vírus é carreado para os linfonodos regionais assim se replicando em linfócitos T. Assim o vírus concegue se espalhar para o resto dos linfocentros encontrados no corpo do animal. Com a evolução da doença ocorre um decressimo nos neutrófilos e de certo tipos de linfócitos T helpers podendo ate resultar em uma futura anemia. Acredita-se que o vírus seja apresentado aos linfócitos T CD4+ pelas células dendríticas assim ocorrendo a redução destes linfócitos. Com a redução dos linfócitos T CD4+ ocorre um aumento de interleucina-6 pelos macrofágos, ocorrendo também hipergamaglobulinemia devido ao aumento policlonal das células B.

O curso clínico da infecção por FIV pode ser dividido em cinco estágios. A primeira fase é a aguda, a segunda é a fase de portador assintomático, a terceira é a fase de persistente linfadenopatia, a penultima fase é a do complexo relacionado à AIDS, por fim a ultima fase é a fase terminal – Síndrome da Imunodeficiência adquirida.

Referência:
http://www.mainecoon-info.com/conteudo/index.php?&option=com_content&task=view&id=9

Répteis em cativeiros e doenças associadas



Os diferentes e variados habitats que são criados para criação de répteis em cativeiros influenciam bastante para alta incidência de doenças e injúrias. O confinamento cria variados graus de estresse, que freqüentemente levam a alterações comportamentais com sérias conseqüências, o que é um risco para o animal.

Estudos recentes em répteis de cativeiro mostram que a natureza do ambiente no qual o animal se encontra é essencial para se manter um animal saudável, sendo muitas doenças que acontecem em répteis cativos, se não todas, resultadas de habitat artificial inapropriado. Por isso, quando se pensa em manter um réptil em cativeiro, faz-se necessário manter umidade, temperatura e fomites apropriados para cada espécie.

Varias doenças como gastrenterites severas, pneumonias bacterianas e sepse sao as principais emergências infecciosas bacterianas encontradas na rotina clínica de répteis, especialmente quando as condições de cativeiro não são adequadas.
Como em qualquer outro animal, as bactérias podem causar doenças basicamente por dois mecanismos: invasão de tecidos ou produção de toxina. Varias bactérias patogênicas têm sido encontradas nos répteis. A maior parte delas são Gram-negativas. Como exemplo podemos citar Salmonella sp., Pseudomonas sp., Klebsiella sp., Aeromnas sp., Protteu sp., Escherichia coli, dentre outras. Grande parte dessas desenvolve os dois mecanismos de doença citados.

A conclusão que se chegou com o estudo é que além do ambiente ser de suma relevância para o bem estar do animal criado em cativeiro, as condições de estresse na qual o animal se encontra também é importante. Portanto, cuidados e atenções são especiais para que se animal esteja sempre saudável e bem.

Descoberta a causa dos tumores faciais nos diabos-da-Tasmânia


No final de 2009, foram apresentados os resultados de um estudo, realizado pela Universidade de Camberra, que revelam as causas do aparecimento de tumores faciais em diabos-da-Tâsmania, estima que essa doença tenha dizimado pelo menos 60% de todos os animais desta espécie.

Para se obter estes resultados, foram feitas colheitas de 25 animais de locais diferentes, a partir destas colheitas foi possível constatar que se tratavam de um tipo celular, que em condições normais, só eram encontradas no sistema nervoso periférico e que, nestes casos, foram encontradas na face dos animais junto das ulcerações. E estas células depois se degeneram e atingem órgãos vitais destes animais, levando-os a morte.

Já se tinha o conhecimento de que a degeneração destas células, que resulta na morte destes animais, se iniciava depois que esses animais eram mordidos por outros animais já doentes, e que após manifestarem a doença morriam dentro de 9 semanas.
Agora já se sabe que se trata de um tipo de cancro (tumor) que afeta apenas esta espécie, e também quais são os motivos que levam ao desenrolar desta doença. Através deste estudo descobriu-se também que os animais mais velhos são mais vulneráveis a esta doença do que os mais jovens.

Agora que existem dados concretos sobre esta doença, fica-se à espera de tratamentos, vacinas, que possam evitar essa morte acelerada destes animais doentes, para que assim possa evitar a extinção desta espécie.

Esta foi a pior catástrofe que recaiu sobre os animais desta espécie, desde que a caça foi proibida, em 1941, e o governo da Tasmânia já foi levado a tomar medidas excepcionais para a sua proteção.

Referências:


http://bicharada.net/animais/noticias.php?nid=1139

Anticorpos neutralizantes contra os vírus da cinomose e parainfluenza caninos em cães e felinos silvestres em cativeiro


Os vírus da cinomose canina (CDV) e parainfluenza canino (CPIV) infectam uma grande variedade de espécies e estão presentes em todo o mundo. O CDV é um dos mais importantes agentes infecciosos dentre os Canídeos, e recentemente foi detectado com causa de morbidade e mortalidade em mamíferos aquáticos e grandes felinos. Já o CPIV, altamente contagioso entre os cães, pode infectar roedores e gatos em infecções experimentais.

Um estudo foi realizado com o intuito de se aumentar os conhecimentos sobre a prevalência de CDV e CPIV em cães e felinos selvagens mantidos em cativeiro. Para tanto, soros desses animais foram testados buscando anticorpos neutralizantes contra amostras padrão do CDV e do CPIV.

Foram testados soros de 173 cães, sendo que 9,1% apresentavam anticorpos neutralizantes anti-CDV do tipo Rockborn e 4,1% do tipo Snyder-Hill. Já para o parainfluenza canino, a prevalência de anticorpos neutralizantes foi de 51,4%.Pode-se concluir que a população de cães amostrada apresenta poucos indícios de contato prévio com CDV, o que sugere grande suscetibilidade à cinomose. Já o CPIV parece circular amplamente nesta população.

No Brasil não existem relatos de CDV e CPIV em felinos silvestres, então se verificou a possibilidade de infecções em tais animais. Foram então testados soros de 84 felinos de diferentes espécies nativas do Brasil (Leopardus tigrinus, Puma concolor, Leopardus wiedii, Herpailurus yaguarondi, Panthera onça), todos mantidos em cativeiro. Todos se apresentarm soronegativos as amostras de CDV e CPIV utilizadas. Isso mostra que tais vírus não circulam entre essas populações, mas não exclui a possibilidade de infecção dessas espécies.

Referências:
http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/8197
http://www.conscienciacomciencia.com.br/wp-content/uploads/2010/03/on%C3%A7a-pintada5.jpg

Anticorpos de Tubarões


Os tubarões apresentam um dos sistemas imune mais eficiente do Reino Animal, um dos motivos é justamente por serem criaturas que habitam os oceanos a milhões de anos, desde a época dos dinossauros. Os anticorpos de tubarões são os menores entre os animais, cerca de dez vezes menores que os de humanos, talvez seja por essa característica que o sistema imune destes animais é tão eficiente no combate a infecções e vírus.

Pesquisadores da Universidade La Trobe em Melbourne na Austrália utilizaram os anticorpos de tubarões justamente por esses animais apresentarem um forte sistema imune e por raramente serem suscetíveis a infecções. Os pesquisadores conceguiram comprovar que os anticorpos de tubarões resistem a altas temperaturas e também as adversidades ambientais em relação ao pH, atuando tanto em ambientes alcalinos quanto ácidos. O que significa que esses anticorpos podem sobreviver em ambientes como o aparelho digestivo humano, podendo assim iniciar o desenvolvimento de tratamentos por via oral, com a utilização de pílulas.

O professor Mick Foley da Universidade La Trobe afirmou que as moléculas do sistema imune dos tubarões podem se associar as células cancerígenas, assim contendo sua disseminação. Atualmente já é comprovado que os anticorpos destes peixes de esqueleto cartilaginoso pode retardar a proliferação do câncer de mama. Contudo pesquisas continuam sendo realisadas para a possivel utilização destes anticorpos em outras doenças além do câncer, como a malária e artrite reumatóide.

Referências:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/10/081014_tubarao_cancer.shtml
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/06/070616_cancertubaraoebc.shtml

Nutrição e Imunologia em Aves



A saúde das aves é de suma relevância as implicações da indústria agropecuária e avícola, devido a desafios sanitários atuais associados a práticas de produção, que envolvem manejo, nutrição e práticas genéticas. Essas extensivas práticas visam a manutenção às vezes a manutenção de um sistema imunológico forte, para que possa sempre combater agentes infecciosos possível nesses animais.

Com esse abrangente interesse em se manter o sistema imunológico das aves resistente, uma nova área de pesquisa tem sido criada, e tem atraído muita atenção de pesquisadores, veterinários e avicultores de modo geral. Há recentes estudos que mostram que com administrações razoáveis de doses de vitaminas, aminoácidos e minerais tem efeitos relatados sobre a imunidade humoral e celular, ou seja, uma imunomodulação por meio de uma boa nutrição.

A nutrição como meio para “remodelar” o sistema de defesa do organismo, possivelmente um estado ideal de imunidade, tem se tornado bem relevante não apenas em casos de imunodepressões ou em casos clínicos de doença, mas também para manter um sistema imune saudável ainda mais saudável. Um exemplo disso poderia ser citar que pesquisas mostram que a vitamina A aumenta o crescimento e a eficiência alimentar das aves, mas não sendo ainda o necessário para um ótimo desenvolvimento de um sistema imune, podendo ser necessários 5 a 20 vezes mais vitamina.

Entretanto, é importante que se avalie e estude a relevância e as vantagens de ser usar suplementos nutricionais para fortalecimento e potencializarão do sistema imunológico, como em casos de auxilio, por exemplo, de imunodeficiências ou imunodepressões.



Referências
Cardoso, A.L.S.P. Influência de níveis de zinco e vitamina E, isolados e associados, sobre o desempenho e a resposta imunológica humoral em frangos de corte. 2004. 88f. Dissertação (Mestrado em Nutrição e Produção Animal) - Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, Pirassununga, 2004.
Ribeiro, A.M.L.; Kindlein, G. Nutrição e função imune em aves. In: ENCONTRO TÉCNICO SOBRE AVICULTURA DE CORTE DA REGIÃO DE DESCALVADO, IV., 2000, Descalvado, SP. Descalvado: 29 de novembro de 2000. p.12-22.
Silva I.C.M.; Ribeiro, A.M.L. Interação entre a nutrição e a imunologia em aves. Avisite Produção Animal - Avicultura, n.22, p.18-25, 2009.